Toca do Coelho

May 07

Tom Zé no Roda Viva

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Foto: Reprodução

Um presente a entrevista com o cantor Tom Zé no Roda Viva (TV Cultura) na noite de terça (6). De cara, para apresentar os convidados do programa, bola passada para ele pelo apresentador oficial, Mario Sergio Conti, Tom Zé recitou versos para cada um: Patrícia Palumbo, Arrigo Barnabé, Teca Lima, José Miguel Wisnick, Otto e também para o cartunista Paulo Caruso. Uma beleza!

Divertido, leve, sensível e inteligente do início ao fim. Com a maneira singular de interpretar os fatos, percorrendo longos e belos caminhos para chegar a uma resposta e, de quebra, com seu “sotaque pronunciado tão grande”, Tom Zé hipnotiza. Me pergunto como um artista tão genial pôde ficar escondido por tão longo tempo, nos privando de seu talento e desse encanto tão próprio, tão raro. Precisou que o gringo David Byrne nos mostrasse o que estávamos perdendo. Salve, Byrne! Salve, Tom Zé!

Adorei ouvir ele contar sobre o episódio polêmico envolvendo a Coca-Cola, marca para quem cantou um jingle num comercial para a Copa do Mundo. Ele se lembrou de uma tia que dizia que ele não tomasse o refrigerante por tudo o que a marca representava: “Ela queria fazer falir a Coca-Cola”, disse divertido. Falou sobre as manifestações violentas sobre o assunto na internet que, aliás, acabou servindo de inspiração para seu novo EP, “Tribunal do Feicibuqui”, e outras coisas mais.

Em tempo: Tom Zé não toma refrigerante, é macrobiótico. E o cachê do comercial será doado para a escola de música de Irará, cidade onde nasceu, interior da Bahia. A entrevista está imperdível, assista aqui:

http://youtu.be/JFP5FnAm3QQ

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Foto: Reprodução

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May 06

Sangue Bom

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Foto: Reprodução

Bem bonitinha a nova novela das 7 (na real, 19h30) da Rede Globo. Como todo mundo já deve ter notado, parece “Malhação”: abertura, música, elenco jovem e ritmo ágil. Na trama, que se passa em São Paulo, muitos elementos urbanos atuais são usados daquele jeito Rede Globo de fazer as coisas, ou seja, passa antes por um processo de pasteurização. Tem hip-hop, graffiti, it girls e tudo mais que já está rolando há um tempão por aí e que, ao ir para a telinha da emissora, entra no esquema “controle Globo de qualidade” que faz com que perca um  bocado da originalidade, mas, beleza, tá valendo.

Teve até participação de Emicida no primeiro capítulo (é dele a música “Zóião”), numa manifestação dos moradores da zona norte paulistana, aliás, uma cena super caprichada e plastificada, parecia até um musical. Com direito a um encontro romântico coreografado no meio da confusão com todo aquele clima, olhares e tals. Ok, novela é novela.

No elenco, além da galera nova que encabeça, tem atores experientes para segurar o trama como Giulia Gam, Marisa Orth, Letícia Sabatella, Herson Capri, Edwin Luisi, entre outros. Dos jovens atores, alguns já são bem conhecidos, como Fernanda Vasconcellos, Isabelle Drmmund e Sophie Charlotte. Marco Pigossi está uma graça no papel de mocinho, o rapaz tem talento. São lindas as cenas de seu personagem Bento com Giane (Isabelle) e aquelas flores todas ao redor.

“Sangue Bom”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, é leve e divertida. Uma coisa boa antes de encarar as notícias do Jornal Nacional e os tabefes e seringas mortíferas de “Salve Jorge”.

Abaixo, música de Emicida e link para site da novela:

 

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Foto: Reprodução

http://youtu.be/OvbqYC_q0O4

http://tvg.globo.com/novelas/sangue-bom/index.html

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Sangue Bom - Site oficial da nova novela das 7 da Rede Globo

Apr 08

Bravo, Daniela!

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Postei há alguns dias no Facebook:

Li alguns comentários questionando o fato do Jornal Nacional ter exibido a notícia de que Daniela Mercury assumiu sua relação com uma mulher (não vi a notícia no JN, só li sobre), mas, ao contrário de muitos, acho que tem importância jornalística, sim! Homossexuais são agredidos e assassinados e temos um notório homofóbico presidindo a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Como pode não ser relevante que uma famosa cantora tenha assumido sua relação num momento como esse? Foi oportuno e corajoso. Não sei qual foi o tom usado pelo JN, mas acho que houve progressos: outrora o nascimento de filhos de celebridades já ocupou um tempo considerável nesse telejornal. Não me interessa saber com quem ninguém se deita, como diz o outro, assim nada pode prosperar, mas a atitude de Daniela foi política. Parabéns para ela e para o JN!

Depois do que postei, Daniela já esteve em inúmeros programas de TV. No último domingo (7), o “Fantástico” exibiu uma matéria e, além de Daniela e da sua companheira, mostrou uma família muito bacana de duas mulheres e três filhos. Olha que legal: a tradicional família brasileira sentada no sofá assistindo ao programa domingueiro da Globo que exibia uma matéria sobre as novas formações familiares! Antes disso, minha mãe tinha avisado que  Daniela estava na Record. Respondi: mãe, Daniela está em toda parte. Só dá ela.

Mesmo parecendo exagerada a repercussão, o que leva muita gente a questionar as razões marqueteiras por trás do seu gesto, foi positivo o resultado disso tudo. O que motivou Daniela a fazer isso? A gente pode especular muito as razões alheias, mas não estamos no íntimo de ninguém, só no nosso. E é com a nossa realidade interior que enxergamos e interpretamos os fatos. Então, o que vemos tem muito de nós.

Prefiro não julgar levianamente, interpreto o que vejo da forma mais objetiva possível. A declaração dela foi positiva para muitas pessoas que se sentiram representadas. Se estiver sendo ainda mais positiva para Daniela, viva! Quem dera que todos se promovessem através de gestos amorosos e corajosos como o dela.

Em tempo - se você é anônimo, mas adora postar fotos do seu amor nas redes sociais, saaaaiba, parceiro:  as celebridades também são filhas de Deus. E, a título de esclarecimento, já que a expressão ‘atitude política’ causou certa estranheza, atos aparentemente irrelevantes como escolher ir de carro, ônibus ou metrô ao trabalho é uma atitude política. Usar ou não sacolas plásticas é outra. Uma atitude política não precisa ser algo grandioso, mas são essas pequenas atitudes somadas que resultam em algo para a sociedade.

Abaixo o link para o Farofafá, com texto bacanérrimo de Pedro Alexandre Sanches:

http://www.farofafa.com.br/2013/04/05/o-canto-trovejante-de-daniela-mercury/7810

http://O canto trovejante de Daniela Mercury -

http://www.farofafa.com.br/2013/04/05/o-canto-trovejante-de-daniela-mercury/7810

Mar 14

The Following

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Já gosto de uma série policial e fiquei na expectativa por “The Following” assim que começaram as chamadas na TV. Mas não foi fácil entender e gostar da história de primeira. Pode ser que eu estivesse um pouco dispersa, o caso é que ela tem um ritmo muito ágil e vai e volta no tempo, resultado: meio que boiei no início. Imagino que outras pessoas tenham tido uma certa dificuldade também, porque sempre é exibido um programa explicando a série, algo como “Entendendo The Following”.

Bem, depois das explicações e da maratona com os três primeiros episódios, me sinto apta para assistir nesta quinta (14) sem incomodar quem estiver do meu lado com perguntas como: “Mas essa mulher não foi aquela que morreu há pouco?”, “Ué, ele não estava preso?” ou “Quem é esse cara que surgiu do nada?”.

E se você ainda não viu e se interessar ainda dá para acompanhar. Seguinte: Joe Carroll (James Purefoy) era professor universitário especializado no autor Edgar Allan Poe e parecia um sujeito legal, inclusive para a esposa, com quem teve um filhinho lindo, mas, na real, Joe é um serial killer, que usou a obra de Allan Poe como inspiração para matar 14 alunas. E foi por causa da investigação sobre os assassinatos que o detetive do FBI, Ryan Hardy (Kevin Bacon), foi entrevistá-lo, sem imaginar que aquele professor boa gente estivesse por trás de todo o horror que envolvia as mortes das jovens.

Anos depois, Joe consegue fugir da prisão e finalizar o que tinha como obra inacabada. Por isso o agente Hardy, já aposentado, é chamado novamente ao batente. Hardy tem um problema cardíaco, resultado de um golpe dado por seu antagonista, que limita bastante seu desempenho em campo, mas mesmo assim consegue recapturá-lo. A rivalidade entre os dois é agravada pelo fato do detetive ter tido um caso com a ex-mulher do criminoso. Então, já viu, a coisa toda se tornou pessoal.

Como tem acesso à internet para acompanhar seu caso, Joe, já no corredor da morte, consegue atrair discípulos, seguidores fiéis, que dão continuidade a seu plano macabro. “The Following” é uma série que não poupa em matéria de violência, não é mesmo para todos os gostos. Pesa a mão até para quem aprecia o estilo. Dirigida e produzida por Marcos Siega, é exibida toda quinta, as 22h45, pelo Warner Channel.

Seguem o trailer e o site de “The Following”:

http://youtu.be/4swu4Ar-NoQ

http://www.warnerchannel.com/series/thefollowing/?idlanguage=por

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The Following